Muitos gostam de enfatizar discussões sobre hipotéticos erros da bíblia. Pois bem, a estas pessoas cujas vidas são uma constante indagação, fizemos o favor de relacionar quais os erros que elas tanto procuram.
VEJAM OS ERROS QUE SE ENCONTRAM NA BÍBLIA:
A Bíblia está CHEIA de erros- o primeiro erro foi quando Eva duvidou da Palavra de Deus;
- o segundo erro aconteceu quando seu esposo fez o mesmo;
- e assim erros e mais erros ainda estão sendo cometidos...
- porque as pessoas insistem em duvidar da Palavra de Deus.
A Bíblia está CHEIA de contradições:
-Ela contradiz o orgulho e o preconceito;
-Ela contradiz a lascívia e a desobediência;
A Bíblia está CHEIA de falhas:
-porque Ela é o relato de pessoas que falharam muitas vezes ;
-assim foi com a falha de Adão;-com a falha de Caim;-e a de Moisés;
-bem como a falha de Davi e a de muitos outros que também falharam.
-Mas Ela é também o relato do amor infalível de Deus.
Deus NÃO ESCREVEU a Bíblia:
-para pessoas que querem jogar com as palavras;
-para aqueles que gostam de examinar o que é bom, mas sem fazê-lo;
-para o homem que não acredita porque não quer.
O homem moderno DESCARTOU os ensinamentos da Bíblia:
-pelas mesmas razões que outros homens tem descartado através da história
-por grande ignorância a sua verdadeira mensagem e conteúdo;
-intransigente apatia em recusar considerar suas declarações;
-bem conhecidos pseudocientistas posando de críticos honestos;
-convicção secreta de que este Livro está certo e de que os homens estão errados.
Somente uma pessoa PRECONCEITUOSA acreditaria que:
-os ensinamentos bíblicos são passados e irracionais, sendo princípios arcaicos e sem propósito;
-a Bíblia está cheia de discrepâncias e afirmações inaceitáveis;
-Ela só poderia ser trabalho irrelevante e não inspirado de meros homens.
A Bíblia é, afinal, somente mais um LIVRO RELIGIOSO:
-para milhares que não se arriscam serem honestos consigo mesmos e com Deus;
-para os que têm medo de aceitar o desafio do próprio Deus a um exame honesto;
-para os que não querem examiná
-la a fundo porque Ela diz verdadeiramente como os homens são.
E você não pode ENTENDER ou CONFIAR no que a Bíblia diz:
-a menos que você esteja disposto a considerar as evidências e encarar face a face o AUTOR!
sábado, 25 de outubro de 2008
sexta-feira, 24 de outubro de 2008
UM TESTE PARA SABER SE VC É HOMEM QUE É HOMEM.
Se você não sabe se tem um HQEH dentro de você, faça este teste. Leia esta série de situações. Estude-as, pense, e depois decida como você reagiria em cada situação. A resposta dirá o seu coeficiente de HQEH. Se pensar muito, nem precisa responder: você não é HQEH. HQEH não pensa muito!
Situação 1
Você está num restaurante com nome francês. O cardápio é todo escrito em francês. Só o preço está em reais. Muitos reais. Você pergunta o que significa o nome de um determinado prato ao maître. Você tem certeza que o maître está se esforçando para não rir da sua pronúncia. O maître levará mais tempo para descrever o prato do que você para comê-lo, pois o que vem é uma pasta vagamente marinha em cima de uma torrada do tamanho aproximado de uma moeda de um real, embora custe mais de cem. Você come de um golpe só, pensando no que os operários são obrigados a comer. Com inveja. Sua acompanhante pergunta qual é o gosto e você responde que não deu tempo para saber. 0 prato principal vem trocado. Você tem certeza que pediu um "Boeuf à quelque chose" e o que vem é uma fatia de pato sem qualquer acompanhamento. Só. Bem que você tinha notado o nome: "Canard melancolique". Você a princípio sente pena do pato, pela sua solidão, mas muda de idéia quando tenta cortá-lo. Ele é um duro, pode agüentar.
Quando vem a conta, você nota que cobraram pelo pato e pelo "boeuf' que não veio.
Você:
a) paga assim mesmo para não dar à sua acompanhante a impressão de que se preocupa com coisas vulgares como o dinheiro, ainda mais o brasileiro;
b) chama discretamente o maître e indica o erro, sorrindo para dar a entender que, "Merde, alors", estas coisas acontecem; ou
c) vira a mesa, quebra uma garrafa de vinho contra a parede e, segurando o gargalo, grita: "Eu quero o gerente e é melhor ele vir sozinho!
Situação 2
Você foi convencido pela sua mulher, namorada ou amiga — se bem que HQEH não tem "amigas", quem tem "amigas" é veado — a entrar para um curso de Sensitivação Oriental. Você reluta em vestir a malha preta, mas acaba sucumbindo. O curso é dado por um japonês, provavelmente veado. Todos sentam num círculo em volta do japonês, na posição de lótus. Menos você, que, como está um pouco fora de forma, só pode sentar na posição do arbusto despencado pelo vento.
Durante 15 minutos todos devem fechar os olhos, juntar as pontas dos dedos e fazer "rom", até que se integrem na Grande Corrente Universal que vem do Tibete, passa pelas cidades sagradas da Índia e do Oriente Médio e, estranhamente, bem em cima do prédio do japonês, antes de voltar para o Oriente. Uma vez atingido este estágio, todos devem virar para a pessoa ao seu lado e estudar seu rosto com as pontas dos dedos. Não se surpreendendo se o japonês chegar por trás e puxar as suas orelhas com força para lembrá-lo da dualidade de todas as coisas. Durante o "rom" você faz força, mas não consegue se integrar na grande corrente universal, embora comece a sentir uma sensação diferente que depois revela-se ser câimbra.
Você:
a) finge que atingiu a integração para não cortar a onda de ninguém;
b) finge que não entendeu bem as instruções, engatinha fazendo "rom" até o lado daquela grande loura e, na hora de tocar o seu rosto, erra o alvo e agarra os seios, recusando-se a soltá-los mesmo que o japonês quase arranque as suas orelhas;
c) diz que não sentiu nada, que não vai seguir adiante com aquela bobagem, ainda mais de malha preta, e que é tudo coisa de veado.
Situação 3
Você está numa daquelas reuniões em que há lugares de sobra para sentar, mas todo mundo senta no chão. Você não quis ser diferente, se atirou num almofadão colorido e tarde demais descobriu que era a dona da casa. Sua mulher ou namorada está tendo uma conversa confidencial, de mãos dadas, com uma moça que é a cara do Charlton Heston, só que de bigode. O jantar é à americana e você não tem mais um joelho para colocar o seu copo de vinho enquanto usa os outros dois para equilibrar o prato e cortar o pedaço de pato, provavelmente o mesmo do restaurante francês, só que algumas semanas mais velho. Aí o cabeleireiro de cabelo mechado ao seu lado oferece:
— Se quiser usar o meu...
— O seu...? — Joelho.
— Ah...— Ele está desocupado.
— Mas eu não o conheço.
— Eu apresento. Este é o meu joelho.
— Não. Eu digo, você...
— Eu, hein? Quanta formalidade. Aposto que se eu estivesse oferecendo a perna toda você ia pedir referências. Ti-au.
Você:
a) resolve entrar no espírito da festa e começa a tirar as calças;
b) leva seu copo de vinho para um canto e fica, entre divertido e irônico, observando aquele curioso painel humano e organizando um pensamento sobre estas sociedades tropicais, que passam da barbárie para a decadência sem a etapa intermediária da civilização;
c) pega sua mulher ou namorada e dá o fora, não sem antes derrubar o Charlton Heston com um soco.
CORREÇÃO DO TESTE:
Se você escolheu a resposta a para todas as situações, não é um HQEH. Se você escolheu a resposta b, não é um HQEH. E se você escolheu a resposta c, também não é um HQEH. Um HQEH não responde a testes. Um HQEH acha que teste é coisa de veado.
Situação 1
Você está num restaurante com nome francês. O cardápio é todo escrito em francês. Só o preço está em reais. Muitos reais. Você pergunta o que significa o nome de um determinado prato ao maître. Você tem certeza que o maître está se esforçando para não rir da sua pronúncia. O maître levará mais tempo para descrever o prato do que você para comê-lo, pois o que vem é uma pasta vagamente marinha em cima de uma torrada do tamanho aproximado de uma moeda de um real, embora custe mais de cem. Você come de um golpe só, pensando no que os operários são obrigados a comer. Com inveja. Sua acompanhante pergunta qual é o gosto e você responde que não deu tempo para saber. 0 prato principal vem trocado. Você tem certeza que pediu um "Boeuf à quelque chose" e o que vem é uma fatia de pato sem qualquer acompanhamento. Só. Bem que você tinha notado o nome: "Canard melancolique". Você a princípio sente pena do pato, pela sua solidão, mas muda de idéia quando tenta cortá-lo. Ele é um duro, pode agüentar.
Quando vem a conta, você nota que cobraram pelo pato e pelo "boeuf' que não veio.
Você:
a) paga assim mesmo para não dar à sua acompanhante a impressão de que se preocupa com coisas vulgares como o dinheiro, ainda mais o brasileiro;
b) chama discretamente o maître e indica o erro, sorrindo para dar a entender que, "Merde, alors", estas coisas acontecem; ou
c) vira a mesa, quebra uma garrafa de vinho contra a parede e, segurando o gargalo, grita: "Eu quero o gerente e é melhor ele vir sozinho!
Situação 2
Você foi convencido pela sua mulher, namorada ou amiga — se bem que HQEH não tem "amigas", quem tem "amigas" é veado — a entrar para um curso de Sensitivação Oriental. Você reluta em vestir a malha preta, mas acaba sucumbindo. O curso é dado por um japonês, provavelmente veado. Todos sentam num círculo em volta do japonês, na posição de lótus. Menos você, que, como está um pouco fora de forma, só pode sentar na posição do arbusto despencado pelo vento.
Durante 15 minutos todos devem fechar os olhos, juntar as pontas dos dedos e fazer "rom", até que se integrem na Grande Corrente Universal que vem do Tibete, passa pelas cidades sagradas da Índia e do Oriente Médio e, estranhamente, bem em cima do prédio do japonês, antes de voltar para o Oriente. Uma vez atingido este estágio, todos devem virar para a pessoa ao seu lado e estudar seu rosto com as pontas dos dedos. Não se surpreendendo se o japonês chegar por trás e puxar as suas orelhas com força para lembrá-lo da dualidade de todas as coisas. Durante o "rom" você faz força, mas não consegue se integrar na grande corrente universal, embora comece a sentir uma sensação diferente que depois revela-se ser câimbra.
Você:
a) finge que atingiu a integração para não cortar a onda de ninguém;
b) finge que não entendeu bem as instruções, engatinha fazendo "rom" até o lado daquela grande loura e, na hora de tocar o seu rosto, erra o alvo e agarra os seios, recusando-se a soltá-los mesmo que o japonês quase arranque as suas orelhas;
c) diz que não sentiu nada, que não vai seguir adiante com aquela bobagem, ainda mais de malha preta, e que é tudo coisa de veado.
Situação 3
Você está numa daquelas reuniões em que há lugares de sobra para sentar, mas todo mundo senta no chão. Você não quis ser diferente, se atirou num almofadão colorido e tarde demais descobriu que era a dona da casa. Sua mulher ou namorada está tendo uma conversa confidencial, de mãos dadas, com uma moça que é a cara do Charlton Heston, só que de bigode. O jantar é à americana e você não tem mais um joelho para colocar o seu copo de vinho enquanto usa os outros dois para equilibrar o prato e cortar o pedaço de pato, provavelmente o mesmo do restaurante francês, só que algumas semanas mais velho. Aí o cabeleireiro de cabelo mechado ao seu lado oferece:
— Se quiser usar o meu...
— O seu...? — Joelho.
— Ah...— Ele está desocupado.
— Mas eu não o conheço.
— Eu apresento. Este é o meu joelho.
— Não. Eu digo, você...
— Eu, hein? Quanta formalidade. Aposto que se eu estivesse oferecendo a perna toda você ia pedir referências. Ti-au.
Você:
a) resolve entrar no espírito da festa e começa a tirar as calças;
b) leva seu copo de vinho para um canto e fica, entre divertido e irônico, observando aquele curioso painel humano e organizando um pensamento sobre estas sociedades tropicais, que passam da barbárie para a decadência sem a etapa intermediária da civilização;
c) pega sua mulher ou namorada e dá o fora, não sem antes derrubar o Charlton Heston com um soco.
CORREÇÃO DO TESTE:
Se você escolheu a resposta a para todas as situações, não é um HQEH. Se você escolheu a resposta b, não é um HQEH. E se você escolheu a resposta c, também não é um HQEH. Um HQEH não responde a testes. Um HQEH acha que teste é coisa de veado.
quinta-feira, 23 de outubro de 2008
Diálogo entre o Apóstolo Paulo e Freud
Ambos denunciam o fracasso da pessoa como guardiã da ética: Paulo, do fracasso da lei como valor para a salvação; Freud, do fracasso da cultura como domesticadora da pulsão.Imagino que poderiam conversar assim:
Paulo: Freud, fiquei feliz com a apreciação que você demonstrou por mim por ocasião do estudo de Pfister. Ouvir "Paulo, um caráter tipicamente judeu, sempre teve minha especial simpatia", vindo de um judeu como você, me emocionou.
Freud: Obrigado, Paulo; você sabe como tenho procurado ser aberto para todas manifestações da verdade, e, tal como você, também tenho combatido meu bom combate. Aliás, me inspirei em você em outro momento difícil, quando tive de enfrentar Adler. Ele se imaginou um mundo sem amor, e você, Paulo, foi um dos que mais denunciou que "se não tivermos amor…"
Paulo: É verdade, Freud, e também apreciei sua denúncia do legalismo, da culpa e da ênfase na acusação para esconder os próprios desejos. "Tu que julgas, a ti mesmo te condenas.." sabes como tenho sido um adversário das leis como promotoras da felicidade. Mas, Freud, apesar de suas grandes conquistas e do seu gigantesco esforço para libertar as pessoas desses jugos, vejo um pessimismo tomar conta da sua vida, quando você reflete sobre os rumos da humanidade.
Freud: Sabe, Paulo, à medida que tomei contato com a tendência mortífera da humanidade durante a Primeira Guerra Mundial, deparei-me com a pulsão de morte. Depois vi a fragilidade do superego humano perante um líder de massa e deparei-me com a relatividade da sua moral; fiquei desanimado. Quando a pulsão de morte se alia ao desejo, este não reconhece mais no outro um ser vivo, mas apenas um objeto para satisfazer sua necessidade, destruindo a ética e a civilização. Poucos podem fugir de si mesmos, do lobo que os habita e devora.
Paulo: Eu já dizia: "miserável homem que sou, o bem que quero, esse não faço, mas o mal que não quero, esse faço". Gostou dessa "psicanálise do primeiro século", Freud? E então, qual o antídoto que você construiu para essa triste constatação?
Freud: Você sabe como eu discutia isso com Pfister, colocando para ele que meus deuses Logos e Ananke - Razão e Necessidade - não tornavam as coisas muito fáceis. Não me preocupei com soluções - a psicanálise não tem essa pretensão, Paulo; isso eu deixo para vocês teólogos. Eu imaginei caminhos que favorecessem a liberdade de julgar e de realizar: que a libido ligada na energia de vida protegesse a pessoa, que a pulsão sexual capaz de ser vivida e sublimada favorecesse a neutralização da pulsão de morte. Que o ego, através do princípio da realidade escolhesse caminhos harmônicos que satisfizessem as exigências da pulsão, do superego e do mundo externo. Também tive muita esperança com a ciência: que o conhecimento científico - energia sexual sublimada - trouxesse luz para a humanidade… mas confesso que ao deixar esta vida vi espoucar a Segunda Guerra Mundial, e isto me fez perder a esperança de que a humanidade encontrasse seu caminho seguindo os trilhos de Logos e Ananke.O que vejo é que, tal como a humanidade fez uso das descobertas da ciência para tornar-se mais agressiva e feroz, também o fizeram com os meus achados - as descobertas da psicanálise não foram usadas para que as pessoas pudessem amar e trabalhar, mas sim para que dominassem e agredissem umas às outras. Por exemplo, quiseram levar a liberdade de dentro de uma sessão analítica para a fala cotidiana, e isto não é construtivo. Ou quiseram usar as descobertas da psicanálise para manipular as massas, dopando sua consciência social através do sexo explícito e da violência. Assim evitam que as pessoas sejam solidárias, elas já não se ajudam, o outro fica sendo um objeto de satisfação, ou pior, de descarga. E você, Paulo, tem alguma outra solução?
Paulo: Eu não, Freud; sabes que declaro toda minha herança judaico-greco-romana como esterco - veja como remeto à fase anal, preferida de muitos devotos… Meu deus Logos não fez parceria com Ananke, para assim tentar levar a humanidade por um caminho ético: este caminho é insuficiente, pois a necessidade faz com que se tenha no outro somente um objeto de satisfação; e você mesmo disse que o objeto da pulsão é o mais variável de todos os componentes dela...
Na etimologia da palavra "ética" vimos que esta designava originalmente "morada dos animais". Penso que Freud mostrou que nossa ética e nossa moral englobam também a morada do animal em nós - nosso mundo pulsional, que por vezes irrompe e desinstala os costumes e a moral.O século vinte acostumou-se a levar em conta o inconsciente, e tem sido mais indulgente com suas manifestações. A troca de ênfase de "caráter" para "personalidade" já demonstra isso. O que freiará a expressão do pulsional?
Talvez aí possa-se remeter aos achados de Freud quanto à instalação das primeiras barreiras éticas: a criança pequena renuncia à expressào pulsional direta do auto-erotismo - sugar o seio, defecar, chupar bico - por amor à sua mãe. Para não perder o amor, substitui estas expressões diretas por outras, derivadas. Assim estabelece-se o recalcamento originário e certas expressões pulsionais ficam fixadas no inconsciente para sempre. Em resumo, não são as proibições da mãe, mas é seu amor que consegue a proeza de transformar algo extremamente prazeiroso em algo rejeitado.O apóstolo Paulo mostra este caminho, resumido em I Cor 13, sob cuja bandeira até Freud se coloca na luta contra Adler. O que falta a Freud - e pelo fato da psicanálise não ser visão de mundo isto é coerente - é que este amor em Freud significa libido, cujo objeto varia e por isso produz inconstâncias éticas, tão comuns nos tempos pós-modernos.O desvio ocorrido é que a teoria psicanalítica serve de desculpa à "troca de objeto", explicando-se que "a libido não investe mais nessa ou naquela relação". O conceito econômico entra como explicativo do ético, e aí está uma derivação da psicanálise para ser visão de mundo, o que Freud não pretendeu.Retomo Paulo, e digo que ele apresenta um caminho que é mais que uma ética, é um caminho de relação: quando faz de amar um verbo transitivo, dá a pista. Para Paulo, amar a Cristo é a chave, que impede a troca de objeto. Não pelo risco de perder a Cristo - visão utilitarista infantil - mas pelo desejo de andar na sua presença, usufruindo dela. É isso que os místicos do início do Cristianismo já viveram, é isso que torna possível a um criminoso de Bangu I tornar-se um inofensivo porteiro de uma igreja, como relatado recentemente na Revista Veja.Amar a Deus, a Cristo, submetendo nosso agir ou não agir ao amor que nos constrange; isso faz com que a parábola do Bom Samaritano possa converter-se em ética prática atual, e provavelmente mudaria meu comportamento na faculdade. O amor de Cristo nos constrange - constrange a levar esta máxima ao centro da existência, para que as questões éticas sejam aquecidas por este amor. Ricoeur encerra seu livro sobre Freud com uma dupla resposta - convidando-nos a aceitar as idéias freudianas até certo ponto e a negá-las como verdade absoluta:É assim que, até o fim, tendo a construir o sim e o não que pronuncio sobre a psicanálise da religião. A fé do crente não pode sair intacta dessa confrontação, mas tampouco a concepção freudiana da realidade. Ao dilaceramento de uma responde o dilaceramento da outra. À cisão que o sim a Freud introduz no âmago da fé dos crentes, separando o símbolo do ídolo, responde a cisão que o não a Freud introduz no âmago do princípio freudiano de realidade, separando da simples resignação a Ananké o amor da Criação.Encerro com uma questão para todos os que crêem e têm feito do relacionamento pessoal com Cristo seu objetivo maior:Temos nos deixado trabalhar por nossa fé? Temos submetido as questões centrais da vida - pulsões, desejos, aparelho psíquico, relacionamentos, profissão, inserção social - ao autor da ética da segunda milha? Ou deixamos nossa fé trabalhar apenas as questões periféricas, as da moral e dos bons costumes? Creio que somente se houver exercício espiritual constante nas questões centrais - termo tão caro para Loyola - haverá uma prática ética no momento de tensão e tesão.Para variar, deixo com os místicos a palavra final, …eles "sabiam":Trindade eterna, tu és um mar profundo, no qual, quanto mais procuro, mais te procuro.Tu nos sacias de maneira completa, pois, no teu abismo, sacias a alma de tal sorte, que ela fica para semprecom fome de ti.Que poderias dar-me mais do que tu mesmo?És o Fogo que queima sempre e nunca se consome.És o Fogo que consome no teu ardor todo amor-próprio da alma.És o Fogo que tira todo frio, que ilumina todas as inteligências e, pela tua luz, me fizeste conhecer a verdade.
Paulo: Freud, fiquei feliz com a apreciação que você demonstrou por mim por ocasião do estudo de Pfister. Ouvir "Paulo, um caráter tipicamente judeu, sempre teve minha especial simpatia", vindo de um judeu como você, me emocionou.
Freud: Obrigado, Paulo; você sabe como tenho procurado ser aberto para todas manifestações da verdade, e, tal como você, também tenho combatido meu bom combate. Aliás, me inspirei em você em outro momento difícil, quando tive de enfrentar Adler. Ele se imaginou um mundo sem amor, e você, Paulo, foi um dos que mais denunciou que "se não tivermos amor…"
Paulo: É verdade, Freud, e também apreciei sua denúncia do legalismo, da culpa e da ênfase na acusação para esconder os próprios desejos. "Tu que julgas, a ti mesmo te condenas.." sabes como tenho sido um adversário das leis como promotoras da felicidade. Mas, Freud, apesar de suas grandes conquistas e do seu gigantesco esforço para libertar as pessoas desses jugos, vejo um pessimismo tomar conta da sua vida, quando você reflete sobre os rumos da humanidade.
Freud: Sabe, Paulo, à medida que tomei contato com a tendência mortífera da humanidade durante a Primeira Guerra Mundial, deparei-me com a pulsão de morte. Depois vi a fragilidade do superego humano perante um líder de massa e deparei-me com a relatividade da sua moral; fiquei desanimado. Quando a pulsão de morte se alia ao desejo, este não reconhece mais no outro um ser vivo, mas apenas um objeto para satisfazer sua necessidade, destruindo a ética e a civilização. Poucos podem fugir de si mesmos, do lobo que os habita e devora.
Paulo: Eu já dizia: "miserável homem que sou, o bem que quero, esse não faço, mas o mal que não quero, esse faço". Gostou dessa "psicanálise do primeiro século", Freud? E então, qual o antídoto que você construiu para essa triste constatação?
Freud: Você sabe como eu discutia isso com Pfister, colocando para ele que meus deuses Logos e Ananke - Razão e Necessidade - não tornavam as coisas muito fáceis. Não me preocupei com soluções - a psicanálise não tem essa pretensão, Paulo; isso eu deixo para vocês teólogos. Eu imaginei caminhos que favorecessem a liberdade de julgar e de realizar: que a libido ligada na energia de vida protegesse a pessoa, que a pulsão sexual capaz de ser vivida e sublimada favorecesse a neutralização da pulsão de morte. Que o ego, através do princípio da realidade escolhesse caminhos harmônicos que satisfizessem as exigências da pulsão, do superego e do mundo externo. Também tive muita esperança com a ciência: que o conhecimento científico - energia sexual sublimada - trouxesse luz para a humanidade… mas confesso que ao deixar esta vida vi espoucar a Segunda Guerra Mundial, e isto me fez perder a esperança de que a humanidade encontrasse seu caminho seguindo os trilhos de Logos e Ananke.O que vejo é que, tal como a humanidade fez uso das descobertas da ciência para tornar-se mais agressiva e feroz, também o fizeram com os meus achados - as descobertas da psicanálise não foram usadas para que as pessoas pudessem amar e trabalhar, mas sim para que dominassem e agredissem umas às outras. Por exemplo, quiseram levar a liberdade de dentro de uma sessão analítica para a fala cotidiana, e isto não é construtivo. Ou quiseram usar as descobertas da psicanálise para manipular as massas, dopando sua consciência social através do sexo explícito e da violência. Assim evitam que as pessoas sejam solidárias, elas já não se ajudam, o outro fica sendo um objeto de satisfação, ou pior, de descarga. E você, Paulo, tem alguma outra solução?
Paulo: Eu não, Freud; sabes que declaro toda minha herança judaico-greco-romana como esterco - veja como remeto à fase anal, preferida de muitos devotos… Meu deus Logos não fez parceria com Ananke, para assim tentar levar a humanidade por um caminho ético: este caminho é insuficiente, pois a necessidade faz com que se tenha no outro somente um objeto de satisfação; e você mesmo disse que o objeto da pulsão é o mais variável de todos os componentes dela...
Na etimologia da palavra "ética" vimos que esta designava originalmente "morada dos animais". Penso que Freud mostrou que nossa ética e nossa moral englobam também a morada do animal em nós - nosso mundo pulsional, que por vezes irrompe e desinstala os costumes e a moral.O século vinte acostumou-se a levar em conta o inconsciente, e tem sido mais indulgente com suas manifestações. A troca de ênfase de "caráter" para "personalidade" já demonstra isso. O que freiará a expressão do pulsional?
Talvez aí possa-se remeter aos achados de Freud quanto à instalação das primeiras barreiras éticas: a criança pequena renuncia à expressào pulsional direta do auto-erotismo - sugar o seio, defecar, chupar bico - por amor à sua mãe. Para não perder o amor, substitui estas expressões diretas por outras, derivadas. Assim estabelece-se o recalcamento originário e certas expressões pulsionais ficam fixadas no inconsciente para sempre. Em resumo, não são as proibições da mãe, mas é seu amor que consegue a proeza de transformar algo extremamente prazeiroso em algo rejeitado.O apóstolo Paulo mostra este caminho, resumido em I Cor 13, sob cuja bandeira até Freud se coloca na luta contra Adler. O que falta a Freud - e pelo fato da psicanálise não ser visão de mundo isto é coerente - é que este amor em Freud significa libido, cujo objeto varia e por isso produz inconstâncias éticas, tão comuns nos tempos pós-modernos.O desvio ocorrido é que a teoria psicanalítica serve de desculpa à "troca de objeto", explicando-se que "a libido não investe mais nessa ou naquela relação". O conceito econômico entra como explicativo do ético, e aí está uma derivação da psicanálise para ser visão de mundo, o que Freud não pretendeu.Retomo Paulo, e digo que ele apresenta um caminho que é mais que uma ética, é um caminho de relação: quando faz de amar um verbo transitivo, dá a pista. Para Paulo, amar a Cristo é a chave, que impede a troca de objeto. Não pelo risco de perder a Cristo - visão utilitarista infantil - mas pelo desejo de andar na sua presença, usufruindo dela. É isso que os místicos do início do Cristianismo já viveram, é isso que torna possível a um criminoso de Bangu I tornar-se um inofensivo porteiro de uma igreja, como relatado recentemente na Revista Veja.Amar a Deus, a Cristo, submetendo nosso agir ou não agir ao amor que nos constrange; isso faz com que a parábola do Bom Samaritano possa converter-se em ética prática atual, e provavelmente mudaria meu comportamento na faculdade. O amor de Cristo nos constrange - constrange a levar esta máxima ao centro da existência, para que as questões éticas sejam aquecidas por este amor. Ricoeur encerra seu livro sobre Freud com uma dupla resposta - convidando-nos a aceitar as idéias freudianas até certo ponto e a negá-las como verdade absoluta:É assim que, até o fim, tendo a construir o sim e o não que pronuncio sobre a psicanálise da religião. A fé do crente não pode sair intacta dessa confrontação, mas tampouco a concepção freudiana da realidade. Ao dilaceramento de uma responde o dilaceramento da outra. À cisão que o sim a Freud introduz no âmago da fé dos crentes, separando o símbolo do ídolo, responde a cisão que o não a Freud introduz no âmago do princípio freudiano de realidade, separando da simples resignação a Ananké o amor da Criação.Encerro com uma questão para todos os que crêem e têm feito do relacionamento pessoal com Cristo seu objetivo maior:Temos nos deixado trabalhar por nossa fé? Temos submetido as questões centrais da vida - pulsões, desejos, aparelho psíquico, relacionamentos, profissão, inserção social - ao autor da ética da segunda milha? Ou deixamos nossa fé trabalhar apenas as questões periféricas, as da moral e dos bons costumes? Creio que somente se houver exercício espiritual constante nas questões centrais - termo tão caro para Loyola - haverá uma prática ética no momento de tensão e tesão.Para variar, deixo com os místicos a palavra final, …eles "sabiam":Trindade eterna, tu és um mar profundo, no qual, quanto mais procuro, mais te procuro.Tu nos sacias de maneira completa, pois, no teu abismo, sacias a alma de tal sorte, que ela fica para semprecom fome de ti.Que poderias dar-me mais do que tu mesmo?És o Fogo que queima sempre e nunca se consome.És o Fogo que consome no teu ardor todo amor-próprio da alma.És o Fogo que tira todo frio, que ilumina todas as inteligências e, pela tua luz, me fizeste conhecer a verdade.
quarta-feira, 22 de outubro de 2008
CIÊNCIA NÃO EXCLUI DEUS
“Francis Collins, o biólogo que desvendou o genoma humano, explica por que é possível aceitar as teorias de Darwin e ao mesmo tempo manter a fé religiosa.”
O assunto é vasto, mas sinteticamente na minha opinião, o Deus da Bíblia, Criador, Sustentador, Redentor e Restaurador cheio de graça e de verdade, conforme se nos mostrou em Jesus Cristo, não é conciliável com a selecção natural materialista na qual impera a lei do mais forte. No Evangelho é a lei do amor que preside. O Filho de Deus não é o resultado da evolução nem o motor dela, mas o Salvador que faz por nós o que nunca a natureza alguma vez poderia fazer. O homem não evoluiu. O homem caiu segundo o relato bíblico e dessa queda (separação de Deus e da Sua glória) Jesus veio nos salvar.
Agora o evolucionismo não é ciência, mas um modelo materialista e naturalista de explicação das origens que não encontra sustentação na ciência, como o tem denunciado o criacionismo.
Para nós o pórtico de abertura da Bíblia é incontornável e insuperável: “No princípio Deus criou os céus e a terra.” (Génesis 1:1), o que é indissolúvel da sua conclusão: “Vi novo céu e nova terra...” (Apocalipse 21:1).
O assunto é vasto, mas sinteticamente na minha opinião, o Deus da Bíblia, Criador, Sustentador, Redentor e Restaurador cheio de graça e de verdade, conforme se nos mostrou em Jesus Cristo, não é conciliável com a selecção natural materialista na qual impera a lei do mais forte. No Evangelho é a lei do amor que preside. O Filho de Deus não é o resultado da evolução nem o motor dela, mas o Salvador que faz por nós o que nunca a natureza alguma vez poderia fazer. O homem não evoluiu. O homem caiu segundo o relato bíblico e dessa queda (separação de Deus e da Sua glória) Jesus veio nos salvar.
Agora o evolucionismo não é ciência, mas um modelo materialista e naturalista de explicação das origens que não encontra sustentação na ciência, como o tem denunciado o criacionismo.
Para nós o pórtico de abertura da Bíblia é incontornável e insuperável: “No princípio Deus criou os céus e a terra.” (Génesis 1:1), o que é indissolúvel da sua conclusão: “Vi novo céu e nova terra...” (Apocalipse 21:1).
terça-feira, 21 de outubro de 2008
HOMEM QUE É HOMEM.
Homem que é Homem não usa camiseta sem manga, a não ser para jogar basquete. Homem que é Homem não gosta de canapés, de cebolinhas em conserva ou de qualquer outra coisa que leve menos de 30 segundos para mastigar e engolir. Homem que é Homem não come suflê. Homem que é Homem — de agora em diante chamado HQEH — não deixa sua mulher mostrar a bunda para ninguém, nem em baile de carnaval. HQEH não mostra a sua bunda para ninguém. Só no vestiário, para outros homens, e assim mesmo, se olhar por mais de 30 segundos, dá briga.
HQEH só vai ao cinema ver filme do Franco Zeffirelli quando a mulher insiste muito, e passa todo o tempo tentando ver as horas no escuro. HQEH não gosta de musical, filme com a Jill Clayburgh ou do Ingmar Bergman. Prefere filmes com o Lee Marvin e Charles Bronson. Diz que ator mesmo era o Spencer Tracy, e que dos novos, tirando o Clint Eastwood, é tudo veado.
HQEH não vai mais a teatro porque também não gosta que mostrem a bunda à sua mulher. Se você quer um HQEH no momento mais baixo de sua vida, precisa vê-lo no balé. Na saída ele diz que até o porteiro é veado e que se enxergar mais alguém de malha justa, mata.
E o HQEH tem razão. Confesse, você está com ele. Você não quer que pensem que você é um primitivo, um retrógrado e um machista, mas lá no fundo você torce pelo HQEH. Claro, não concorda com tudo o que ele diz. Quando ele conta tudo o que vai fazer com a Feiticeira no dia em que a pegar, você sacode a cabeça e reflete sobre o componente de misoginia patológica inerente à jactância sexual do homem latino. Depois começa a pensar no que faria com a Feiticeira se a pegasse. Existe um HQEH dentro de cada brasileiro, sepultado sob camadas de civilização, de falsa sofisticação, de propaganda feminina e de acomodação. Sim, de acomodação. Quantas vezes, atirado na frente de um aparelho de TV vendo a novela das 8 — uma história invariavelmente de humilhação, renúncia e superação femininas — você não se perguntou o que estava fazendo que não dava um salto, vencia a resistência da família a pontapés e procurava uma reprise do Manix em outro canal? HQEH só vê futebol na TV. Bebendo cerveja. E nada de cebolinhas em conserva! HQEH arrota e não pede desculpas.
HQEH só vai ao cinema ver filme do Franco Zeffirelli quando a mulher insiste muito, e passa todo o tempo tentando ver as horas no escuro. HQEH não gosta de musical, filme com a Jill Clayburgh ou do Ingmar Bergman. Prefere filmes com o Lee Marvin e Charles Bronson. Diz que ator mesmo era o Spencer Tracy, e que dos novos, tirando o Clint Eastwood, é tudo veado.
HQEH não vai mais a teatro porque também não gosta que mostrem a bunda à sua mulher. Se você quer um HQEH no momento mais baixo de sua vida, precisa vê-lo no balé. Na saída ele diz que até o porteiro é veado e que se enxergar mais alguém de malha justa, mata.
E o HQEH tem razão. Confesse, você está com ele. Você não quer que pensem que você é um primitivo, um retrógrado e um machista, mas lá no fundo você torce pelo HQEH. Claro, não concorda com tudo o que ele diz. Quando ele conta tudo o que vai fazer com a Feiticeira no dia em que a pegar, você sacode a cabeça e reflete sobre o componente de misoginia patológica inerente à jactância sexual do homem latino. Depois começa a pensar no que faria com a Feiticeira se a pegasse. Existe um HQEH dentro de cada brasileiro, sepultado sob camadas de civilização, de falsa sofisticação, de propaganda feminina e de acomodação. Sim, de acomodação. Quantas vezes, atirado na frente de um aparelho de TV vendo a novela das 8 — uma história invariavelmente de humilhação, renúncia e superação femininas — você não se perguntou o que estava fazendo que não dava um salto, vencia a resistência da família a pontapés e procurava uma reprise do Manix em outro canal? HQEH só vê futebol na TV. Bebendo cerveja. E nada de cebolinhas em conserva! HQEH arrota e não pede desculpas.
sábado, 18 de outubro de 2008
COMO SER TRANSFORMADO
“Rogo-vos, pois irmãos, que apresenteis os vossos corpos como sacrifício vivo santo e agradável a Deus que é o vosso culto racional e não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus”.
Nesse texto, Paulo fala sobre qual a maneira que devemos agir depois de termos nos oferecido como sacrifício a Deus e rejeitado todo conformismo com o mundo. A próxima atitude é a transformação da mente. Esse aspecto se torna ambíguo quando levamos em conta de que quem transforma a vida do homem é Deus e não o próprio homem. Mas Paulo diz “Transformai-vos”. Preferimos o comodismo de atribuir todas as ações a Deus e dizemos o famoso “se Deus quiser, Ele vai me transformar, Ele vai me mudar!”. A grande notícia do dia é: Deus quer. Ele quer transformar você e sua vida. O problema é saber se você quer ser transformado. Deus está pronto para te mudar, o que resta é saber se você está doidinho para ser transformado!Para alguns entendidos a alma tem três funções: intelecto, vontade e emoção. Acrescentam que a sede da alma é a mente. Ao influenciar a mente a emoção e a vontade são influenciadas e assim o corpo passa a ser governado. Mas se a mente não tem perspectivas de crescimento e não tem desafios, não há chance de ser renovada e não se chega a lugar nenhum. Paulo falava com irmãos que provavelmente como muitos de nós não estavam experimentando a verdadeira vontade de Deus apesar de estarem ligados ao Corpo de Cristo, se santificando e tudo mais. Enquanto homens dedicam-se a várias áreas de estudo o inimigo dedica-se apenas a destruição do homem e por isso ele conhece bem a Palavra de Deus e sabe tudo acerca da raça humana. Seu grande empenho é tomar posse da mente, influenciando-a com derrotismo, com desistência, com arrogância e eliminando a expectativa e possibilidade de que o homem venha a ser o que Deus quer que ele seja. Por isso a vida segue amarrada e dominada por forças e situações. Ele aprisiona a mente das pessoas como garantia de que tudo estará sob seu maligno controle. Concordamos com a expressão que diz que a nossa mente é um campo de batalha onde se travam guerras para conquistar o domínio sobre nós mesmos. Em II Coríntios 4:4, diz que “... o deus deste século cegou o entendimento”. Entendimento significa o quê ? Significa mente, é lógico. É com ela que entendemos e percebemos a luz de Deus. Mas se o entendimento está fechado não é possível entender e a totalidade das boas novas não nos alcançam. Na nossa igreja costumamos dizer antes das pregações, reunião após reunião o “xô burrice”, “sai fora”, pode parecer grosseiro mas queremos nossas mentes transformadas.Temos que ter a mente de Cristo. Ainda em II Coríntios 10:4 e 5 diz que as armas da nossa milícia não são carnais, mais poderosas em Deus para destruir sofismas, raciocínios e toda a altivez que se levanta para cegar o entendimento. Sofisma significa a sabedoria humana, dentre outras coisas. Muitas vezes a dita sabedoria tenta deturpar ou diluir aquilo que Deus tem para as nossas vidas na nossa mente. Em outras palavras isso vai ser usado para te deixar sempre a margem do que Deus quer fazer em você. Deus não quer fazer tudo sozinho. Apesar de ter todo o poder Ele trabalha é com a nossa colaboração, quebrando pensamentos de miséria, de impotência quando levamos nossa mente cativa à obediência de Cristo. Então faça exatamente isso: pegue todo o teu pensamento e leve a luz da Palavra de Deus, descubra o que Ele pensa dos seus pensamentos e assim você terá a segurança da transformação.Para experimentar qual seja a boa, perfeita e agradável vontade de Deus, Ele colocou em nós a responsabilidade sobre nossas atitudes. Não basta orar para ser transformação, é preciso tomar atitudes. Paulo usa a expressão que gosto muito: “uma coisa decidi...”. Transformação requer decisão. Se você tomar a decisão de continuar a ser a pessoa que você é assim será. Não adianta jogar a culpa em Deus como se Ele não fizesse Sua parte. Quantas vezes choramos aos Seus pés clamando por uma transformação, mas isso é só da boca para fora, pois lá no fundo estamos satisfeitos com nossa vida. Alguns na hora da crise, depois de fazer algumas besteiras, perder empregos ou relacionamentos reconhecem que precisam de mudança. Afinal de contas é impossível tudo dar sempre errado e sempre por causa do outro, sempre sermos injustiçados em todas as situações. Precisamos perceber nossas parcelas de culpa em meio aos turbilhões que a vida nos faz passar e partir para mudanças. No momento que nos apercebemos disso vem à decisão de mudança e a busca de caminhos para que isso aconteça. Paulo responde a pergunta de quem quer saber como ser transformado sem rodeios: “... pela renovação da vossa mente”.Se você quer ser transformado renove a sua mente. Sem essa renovação não existe a possibilidade de mudança e você jamais será diferente. O desejo de mudança, essa decisão é o caminho para se alcançar coisas maiores em Deus. Em Provérbios 23:7, está escrito que “assim como imagina a sua alma, assim você é”. Você é fruto da sua alma.
Pense nisso e com certeza a tua vida nunca mais será a mesma
Autor: PASTOR MOYSES MALAFAIA
Nesse texto, Paulo fala sobre qual a maneira que devemos agir depois de termos nos oferecido como sacrifício a Deus e rejeitado todo conformismo com o mundo. A próxima atitude é a transformação da mente. Esse aspecto se torna ambíguo quando levamos em conta de que quem transforma a vida do homem é Deus e não o próprio homem. Mas Paulo diz “Transformai-vos”. Preferimos o comodismo de atribuir todas as ações a Deus e dizemos o famoso “se Deus quiser, Ele vai me transformar, Ele vai me mudar!”. A grande notícia do dia é: Deus quer. Ele quer transformar você e sua vida. O problema é saber se você quer ser transformado. Deus está pronto para te mudar, o que resta é saber se você está doidinho para ser transformado!Para alguns entendidos a alma tem três funções: intelecto, vontade e emoção. Acrescentam que a sede da alma é a mente. Ao influenciar a mente a emoção e a vontade são influenciadas e assim o corpo passa a ser governado. Mas se a mente não tem perspectivas de crescimento e não tem desafios, não há chance de ser renovada e não se chega a lugar nenhum. Paulo falava com irmãos que provavelmente como muitos de nós não estavam experimentando a verdadeira vontade de Deus apesar de estarem ligados ao Corpo de Cristo, se santificando e tudo mais. Enquanto homens dedicam-se a várias áreas de estudo o inimigo dedica-se apenas a destruição do homem e por isso ele conhece bem a Palavra de Deus e sabe tudo acerca da raça humana. Seu grande empenho é tomar posse da mente, influenciando-a com derrotismo, com desistência, com arrogância e eliminando a expectativa e possibilidade de que o homem venha a ser o que Deus quer que ele seja. Por isso a vida segue amarrada e dominada por forças e situações. Ele aprisiona a mente das pessoas como garantia de que tudo estará sob seu maligno controle. Concordamos com a expressão que diz que a nossa mente é um campo de batalha onde se travam guerras para conquistar o domínio sobre nós mesmos. Em II Coríntios 4:4, diz que “... o deus deste século cegou o entendimento”. Entendimento significa o quê ? Significa mente, é lógico. É com ela que entendemos e percebemos a luz de Deus. Mas se o entendimento está fechado não é possível entender e a totalidade das boas novas não nos alcançam. Na nossa igreja costumamos dizer antes das pregações, reunião após reunião o “xô burrice”, “sai fora”, pode parecer grosseiro mas queremos nossas mentes transformadas.Temos que ter a mente de Cristo. Ainda em II Coríntios 10:4 e 5 diz que as armas da nossa milícia não são carnais, mais poderosas em Deus para destruir sofismas, raciocínios e toda a altivez que se levanta para cegar o entendimento. Sofisma significa a sabedoria humana, dentre outras coisas. Muitas vezes a dita sabedoria tenta deturpar ou diluir aquilo que Deus tem para as nossas vidas na nossa mente. Em outras palavras isso vai ser usado para te deixar sempre a margem do que Deus quer fazer em você. Deus não quer fazer tudo sozinho. Apesar de ter todo o poder Ele trabalha é com a nossa colaboração, quebrando pensamentos de miséria, de impotência quando levamos nossa mente cativa à obediência de Cristo. Então faça exatamente isso: pegue todo o teu pensamento e leve a luz da Palavra de Deus, descubra o que Ele pensa dos seus pensamentos e assim você terá a segurança da transformação.Para experimentar qual seja a boa, perfeita e agradável vontade de Deus, Ele colocou em nós a responsabilidade sobre nossas atitudes. Não basta orar para ser transformação, é preciso tomar atitudes. Paulo usa a expressão que gosto muito: “uma coisa decidi...”. Transformação requer decisão. Se você tomar a decisão de continuar a ser a pessoa que você é assim será. Não adianta jogar a culpa em Deus como se Ele não fizesse Sua parte. Quantas vezes choramos aos Seus pés clamando por uma transformação, mas isso é só da boca para fora, pois lá no fundo estamos satisfeitos com nossa vida. Alguns na hora da crise, depois de fazer algumas besteiras, perder empregos ou relacionamentos reconhecem que precisam de mudança. Afinal de contas é impossível tudo dar sempre errado e sempre por causa do outro, sempre sermos injustiçados em todas as situações. Precisamos perceber nossas parcelas de culpa em meio aos turbilhões que a vida nos faz passar e partir para mudanças. No momento que nos apercebemos disso vem à decisão de mudança e a busca de caminhos para que isso aconteça. Paulo responde a pergunta de quem quer saber como ser transformado sem rodeios: “... pela renovação da vossa mente”.Se você quer ser transformado renove a sua mente. Sem essa renovação não existe a possibilidade de mudança e você jamais será diferente. O desejo de mudança, essa decisão é o caminho para se alcançar coisas maiores em Deus. Em Provérbios 23:7, está escrito que “assim como imagina a sua alma, assim você é”. Você é fruto da sua alma.
Pense nisso e com certeza a tua vida nunca mais será a mesma
Autor: PASTOR MOYSES MALAFAIA
sexta-feira, 17 de outubro de 2008
Uma Viagem ao Si Mesmo: O Chamado e a Escuta
"vinde a mim todos os cansados"
1) O chamado pertence à ordem "do que vem", não há como ter um sinal dele; o chamado sempre é um "presente". É algo que sempre está vindo, e por sua vez sempre tem estado presente; portanto, o chamado transborda a escuta cronológica. O chamado supera o audível e se instaura como o mais real que podemos perceber. "Vinde..." - nós não apenas o escutamos, mas ele também penetra nossa corporalidade, recolocando nossos ossos nos lugares adequados; e para isso relaxa nossa musculatura, alivia nossa ansiedade, nos aquece a pele, aplaca nossa sede, perfuma nosso hálito, etc.O chamado é uma das expressões da "multiforme graça". É a visitação diária que nos convoca a uma tarefa particular do reino. É como a luz do amanhecer que desarma a escuridão da nossa noite. Sem chamado simplesemente não viveríamos. Somos criados para escutar ao chamado. Mesmo assim, crescemos sem nenhuma informação sobre essa "dependência essencial". Nossa construções fantasiosas, seguindo o modelo de Babel, acabam em confusão. Nos desesperamos na ausência de uma resposta, ignorando que a única coisa que podemos fazer é desenvolver uma escuta de uma palavra criadora, que surge do nada, daquilo que é impossível de se imaginar.
2)Alguns elementos para configurar o lugar da escuta (o recebimento do presente):O tempo e o lugar onde esperamos "o chamado" são decisivos. A escuta se configura em nossa capacidade de "receber" um presente. Assim como o florescer é algo que (normalmente) acontece durante o dia e o sereno acontece na noite; assim como não chegam aviões na estação rodoviária. Com muita frequência queremos escutar o chamado a partir de uma linguagem que excluiu o sagrado, o que é uma procura impossível. A voz de Deus provém do "desejo", e portanto se dirige a um "desejo". O lugar de onde se escuta a voz de Deus vem da expressão desse desejo "como o cervo brama pelas correntes de água".Deus amou ao mundo de tal maneira... "De tal maneira" indica a ruptura de uma linguagem convencional. Na linguagem socializada não há legitimação para dar um filho como prova de amor. Essa linguagem requer ser transformada. Para tanto, é no nosso mais íntimo que se configura a escuta, que essencialmente é disponibilidade. "De tal maneira" indica a intensificação absoluta do desejo, a entrega máxima, a dádiva maior. Cabe a nós nos perguntarmos de que modo recebemos um presente. A devoção em sua primeira fase tem a ver com nossa preparação para receber o presente.Essa escuta -- de uma palavra que vem a mim -- se configura em oração e não na discussão racional. Esta minha capacidade de escuta tem de ter superado a adição sensorial do trabalho cotidiano, a poluição da mídia, a manipulação da magia da imagem. A escuta verdadeira, essencialmente, é um "salto de fé". Logo, é desde a "fé" que podemos escutar a voz de Deus. Isso, portanto, supõe uma "transformação" de atitude que surja da interiorização de um valor novo: o sagrado como parte constituinte da existência. Ou mesmo a capacidade de nos esvaziar, de nos deixar ocos para sermos preenchidos pela graça.É por isso que não é só a temporalidade que é distinta da cotidiana, mas também há uma ruptura dos espaços cotidianos. "Tire os sapatos" é uma ordem que indica a natureza sagrada do espaço a que nos achegamos na escuta. Logo, não é uma atividade iintelectual, tal como agregar um conhecimento, mas sim algo que afeta minha existência. É o impacto da realidade da criação de um "novo" tempo/espaço. Somente quando tomo consciência (i.e., me torno consciente) deste "acontecer" que minhas construções espaço-temporais se transformam. Dessa forma me disponho para que em minha vida "fique" algo do encontro. Todo esse movimento requer que o alerta de minha escuta esteja conectado com minha extrema "vulnerabilidade", porque a palavra a que me disponho escutar é uma palavra de salvação. Quanto mais consciente eu for de minha fragilidade, mais apta será a terra que acolher a palavra semeada. É na minha própria morte que atua o poder da ressurreição. A única coisa de que dispomos é nosso anelo fervente e a confissão de nosso fracassos. Uma coisa tem a ver com a outra, quer dizer, quanto mais autêntica for nossa consciência de pecado, mais claro será o nosso desejo de salvação.
Autor:
Dr. Carlos Hernandez é psiquiatra na Argentina e membro honorário do CPPC
1) O chamado pertence à ordem "do que vem", não há como ter um sinal dele; o chamado sempre é um "presente". É algo que sempre está vindo, e por sua vez sempre tem estado presente; portanto, o chamado transborda a escuta cronológica. O chamado supera o audível e se instaura como o mais real que podemos perceber. "Vinde..." - nós não apenas o escutamos, mas ele também penetra nossa corporalidade, recolocando nossos ossos nos lugares adequados; e para isso relaxa nossa musculatura, alivia nossa ansiedade, nos aquece a pele, aplaca nossa sede, perfuma nosso hálito, etc.O chamado é uma das expressões da "multiforme graça". É a visitação diária que nos convoca a uma tarefa particular do reino. É como a luz do amanhecer que desarma a escuridão da nossa noite. Sem chamado simplesemente não viveríamos. Somos criados para escutar ao chamado. Mesmo assim, crescemos sem nenhuma informação sobre essa "dependência essencial". Nossa construções fantasiosas, seguindo o modelo de Babel, acabam em confusão. Nos desesperamos na ausência de uma resposta, ignorando que a única coisa que podemos fazer é desenvolver uma escuta de uma palavra criadora, que surge do nada, daquilo que é impossível de se imaginar.
2)Alguns elementos para configurar o lugar da escuta (o recebimento do presente):O tempo e o lugar onde esperamos "o chamado" são decisivos. A escuta se configura em nossa capacidade de "receber" um presente. Assim como o florescer é algo que (normalmente) acontece durante o dia e o sereno acontece na noite; assim como não chegam aviões na estação rodoviária. Com muita frequência queremos escutar o chamado a partir de uma linguagem que excluiu o sagrado, o que é uma procura impossível. A voz de Deus provém do "desejo", e portanto se dirige a um "desejo". O lugar de onde se escuta a voz de Deus vem da expressão desse desejo "como o cervo brama pelas correntes de água".Deus amou ao mundo de tal maneira... "De tal maneira" indica a ruptura de uma linguagem convencional. Na linguagem socializada não há legitimação para dar um filho como prova de amor. Essa linguagem requer ser transformada. Para tanto, é no nosso mais íntimo que se configura a escuta, que essencialmente é disponibilidade. "De tal maneira" indica a intensificação absoluta do desejo, a entrega máxima, a dádiva maior. Cabe a nós nos perguntarmos de que modo recebemos um presente. A devoção em sua primeira fase tem a ver com nossa preparação para receber o presente.Essa escuta -- de uma palavra que vem a mim -- se configura em oração e não na discussão racional. Esta minha capacidade de escuta tem de ter superado a adição sensorial do trabalho cotidiano, a poluição da mídia, a manipulação da magia da imagem. A escuta verdadeira, essencialmente, é um "salto de fé". Logo, é desde a "fé" que podemos escutar a voz de Deus. Isso, portanto, supõe uma "transformação" de atitude que surja da interiorização de um valor novo: o sagrado como parte constituinte da existência. Ou mesmo a capacidade de nos esvaziar, de nos deixar ocos para sermos preenchidos pela graça.É por isso que não é só a temporalidade que é distinta da cotidiana, mas também há uma ruptura dos espaços cotidianos. "Tire os sapatos" é uma ordem que indica a natureza sagrada do espaço a que nos achegamos na escuta. Logo, não é uma atividade iintelectual, tal como agregar um conhecimento, mas sim algo que afeta minha existência. É o impacto da realidade da criação de um "novo" tempo/espaço. Somente quando tomo consciência (i.e., me torno consciente) deste "acontecer" que minhas construções espaço-temporais se transformam. Dessa forma me disponho para que em minha vida "fique" algo do encontro. Todo esse movimento requer que o alerta de minha escuta esteja conectado com minha extrema "vulnerabilidade", porque a palavra a que me disponho escutar é uma palavra de salvação. Quanto mais consciente eu for de minha fragilidade, mais apta será a terra que acolher a palavra semeada. É na minha própria morte que atua o poder da ressurreição. A única coisa de que dispomos é nosso anelo fervente e a confissão de nosso fracassos. Uma coisa tem a ver com a outra, quer dizer, quanto mais autêntica for nossa consciência de pecado, mais claro será o nosso desejo de salvação.
Autor:
Dr. Carlos Hernandez é psiquiatra na Argentina e membro honorário do CPPC
quinta-feira, 16 de outubro de 2008
Somos o que não somos
Quem, propriamente, o eu será é imodelável desde o presente. Sua mais tangível configuração está apenas em que não se quer mais ser como se estava sendo: como se estava escolhendo cuidar das coisas, do mundo, e como se estava escolhendo cuidar desse cuidar.Lançados num mundo desde o nosso nascimento, somos chamados, convocados e pressionados para sermos um qualquer dos outros; convocados a ser o que e como os outros são. Convocados a aprender a ser impessoais. Somos chamados para sermos como se é no mundo, como se é de praxe, segundo o padrão. No máximo, o que é admitido como modo próprio de se cuidar de ser é um estilo pessoal, mas jamais um rompimento do padrão. Esta impessoalidade não é uma entidade, uma pessoa, ou uma coletividade, uma coisa, mas um modo de se cuidar da vida inautenticamente.
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